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No setor rodoviário, falta até motorista de caminhão

Responsável por quase 60% de toda carga movimentada no País, o transporte rodoviário já sente os efeitos da forte demanda interna. Além da dificuldade para aumentar a frota e adquirir peças para manutenção dos caminhões, agora as empresas convivem com a escassez de motoristas. “Não temos mão de obra para atender à toda demanda”, afirma Valdir Santos, da Asa Express.

Segundo ele, uma das principais dificuldades para conseguir contratar motoristas são as exigências das seguradoras de carga. O funcionário tem de ter ficha limpa, especialmente se for fazer algum tipo de frete relacionado ao Porto de Santos. Caso contrário, o seguro é negado. Em muitos casos, a Asa Express contrata motoristas com habilitação inferior à necessária para dirigir caminhões e oferece todo o treinamento para a mudança de nível. “Um deles foi um motorista de táxi.”

Em Santos, o Sest-Senat abriu 120 vagas para formar mão de obra para o setor. O curso, gratuito, terá 350 horas, sendo 150 horas referentes a um módulo básico com aulas de português, matemática, história e geografia. As outras 200 horas referem-se a um módulo específico, que inclui aulas práticas e todo conhecimento de modelos novos de caminhões e carretas. Segundo o diretor da instituição, Sérgio Luis Gonçalves Pereira, a tendência é estender, futuramente, o curso para São Paulo.

O presidente da Associação Brasileira dos Caminhoneiros (Abcam), José da Fonseca Lopes, afirma que o grande problema é não ter gente qualificada para dirigir a nova geração de caminhões, “super modernos”. Ele conta que hoje há no mercado grandes transportadoras que compraram mais de 50 caminhões para ampliar a frota e agora não têm motoristas para colocá-los na estrada.

Fonte: Agência Estado