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Crédito à exportação dribla o câmbio

As grandes empresas exportadoras brasileiras arrumaram uma forma de driblar a defasagem cambial e arbitrar com os altos juros do País. Segundo analistas ouvidos pela imprensa, as empresas tomam adiantamentos das exportações, que têm juros mais baratos (6% ao ano), com base nas taxas cobradas internacionalmente, e, em vez de alocá-los à sua produção, aplicam os recursos em renda fixa, cujas taxas estão atreladas à Selic (11,5% ao ano) – ou ainda para adiantar pagamentos.
Na opinião do economista Luiz Gonzaga Belluzzo, os exportadores estão realizando operações financeiras disfarçadas de comerciais. “Isso se intensificou no primeiro semestre. A Selic está caindo lentamente, por isso, as empresas aceleram as operações de arbitragem para ganhar mais. Porém, não é o caso de proibir, a arbitragem sempre vai acontecer enquanto houver grande diferença entre juros brasileiros e externos”, conclui.

Fonte: Diário do Comércio e Indústria