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Boletim de Comércio Exterior – Atualização sobre o Risco Geopolítico no Transporte Marítimo.

O cenário do transporte marítimo permanece muito instável, ainda que os principais impactos estejam ocorrendo no modal de transporte aéreo de cargas devido ao fechamento do espaço aéreo da região; No entanto, o impacto significativo no fluxo de cargas marítimas também é evidente e tende a se intensificar ainda mais nos próximos dias, isso porque os efeitos colaterais da tensão já podem ser sentidos.

O aumento nos custos de frete marítimo, seguro e combustível já começa a ser sentido e a impactar alguns segmentos de mercado, como a exemplo do mercado agrícola global em meio ao avanço do conflito na região do Oriente Médio. Rotas comerciais, especialmente as que ligam à Ásia, já registram elevação de preços e inclusão de taxas de risco logístico.

O impacto ocorre principalmente por meio das oscilações de mercado. Um dos primeiros reflexos foi observado no mercado de fertilizantes nitrogenados, amplamente abastecido por países da região do conflito. Com a instabilidade, o preço chegou a subir mais de US$ 50 por tonelada e permanece bastante volátil. A evolução desses preços depende diretamente das notícias sobre a guerra e de possíveis restrições em rotas estratégicas de transporte, como o Estreito de Ormuz.

Os efeitos são generalizados e vão muito além do Oriente Médio.

É importante destacar também que o impacto está longe de se restringir a remessas com origem/destino no Oriente Médio. A região do Oriente Médio, em geral, desempenha um papel crucial no ecossistema global de transportes.

No que diz respeito ao transporte marítimo, o impacto também foi imediato, com o fechamento total do Estreito de Ormuz e do Estreito de Bab El-Mandeb, no Mar Vermelho. Isso, por si só, cria um grave gargalo na região do Golfo, o que, consequentemente, também frustrou as esperanças de retomada da passagem pelo Canal de Suez, justamente quando as empresas de transporte marítimo haviam começado, lenta mas seguramente, a utilizar novamente essa rota.

Em termos de transporte marítimo, a dinâmica de disrupção está se intensificando, com os primeiros sinais de desequilíbrio de equipamentos como um desafio e, não menos importante, uma redução na capacidade disponível devido à ociosidade de navios na região do Golfo.
Segundo a Alphaliner, cerca de 140 navios porta-contentores estão retidos no Golfo Pérsico, sendo a MSC e a CMA CGM as transportadoras mais afetadas, com 15 (109.000 TEU) e 14 (70.000 TEU) navios, respetivamente, a procurar abrigo.
Aumento acentuado dos preços do petróleo eleva as taxas de frete.
A escalada do conflito no Oriente Médio provocou um aumento acentuado nos preços globais do petróleo. O petróleo Brent, uma importante referência global, subiu para US$ 80-85 por barril em 4 de março de 2026, ante US$ 75 por barril em 2 de março de 2026, antes da escalada do conflito. Antes dos ataques, o preço do Brent girava em torno de US$ 70-75 por barril, subindo US$ 10-15 por barril em apenas alguns dias. Essa forte alta é impulsionada por preocupações com interrupções no Estreito de Ormuz, uma rota marítima crucial por onde passa cerca de 20% do suprimento mundial de petróleo.

Fonte: A Redação