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Portos – garrote do comércio exterior

Com saldo acumulado na balança de US$ 34 bilhões até setembro, o Brasil não terá problemas para alcançar a meta de superávit comercial para 2006, de US$ 42 bilhões. Esta é uma boa notícia, porque mostra o vigor do setor produtivo – a despeito dos inúmeros obstáculos que enfrenta – e o potencial do comércio exterior, que deverá ultrapassar os US$ 200 bilhões este ano entre importações e exportações, impulsionado pelo dinamismo da economia mundial.
Mas devemos ter em mente um alerta: sem investimentos mínimos em logística portuária, o Brasil poderá sofrer um colapso em seu comércio exterior já em 2008, afastando-se da possibilidade de aumentar sua participação nas transações globais (hoje uma insignificante fatia de 1,3%). Os portos brasileiros apresentam sinais de esgotamento e operam precariamente. O resultado é um maior tempo de espera para atracação de navios e custos mais elevados para as empresas que contratam o transporte marítimo. A situação é mais grave no Sul, onde o colapso é iminente. Em Paranaguá (PR), Itajaí (SC), São Francisco do Sul (SC) e Rio Grande (RS) as taxas de utilização portuária já ultrapassam os 90%. Cabe lembrar que, quando a taxa de ocupação supera 50% da capacidade instalada, a operação deixa de ser eficiente. A média nos 14 maiores portos do País é de 75% de utilização.

Fonte: O Estado de São Paulo